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02/04/2016

Do papel às ruas

É preciso não querer ver ou não saber escutar, para não perceber e não se sensibilizar com a realidade de crianças e adolescentes que tem suas vidas e rotinas inundadas em injustiças dos menores aos maiores graus.


Ao nos depararmos com tal realidade, uma onda de sentimentos consome nosso corpo: angústia, tristeza, raiva, inconformidade e impotência. E são esses sentimentos que nos move e nos faz perceber a importância tamanha de trabalhar para que essa realidade deixe, aos poucos, de ser real. Para que ela se torne menos pesada, menos presente, mais distante.


Sabemos que não se pode transformar a realidade de alguém de um dia para o outro, mas acreditamos que a educação por meio do esporte pode fazer com que o contexto dessa criança e desse adolescente seja transformado, tendo como consequência seu próprio desenvolvimento. Sabemos também, que muitas dessas injustiças não estão ao nosso alcance, mas algumas dessas crianças estão, ou podem estar. E muitas vezes, o que elas mais precisam é que sejam escutadas, sejam valorizadas e sejam atendidas. Elas trazem esses problemas de casa pelas próprias vozes, seja por meio da palavra ou por meio de um gesto, de um silêncio ou de uma atitude violenta, de um olhar pesado ou um abraço apertado. Basta sabermos interpretá-los e dar a eles a atenção devida.


Sempre trabalhando em busca de promover o desenvolvimento humano por meio do esporte e da educação, o IBK vem desde 2005 desenvolvendo projetos pautados em valores éticos e sociais. Agora, nesse início de ano, dois novos projetos que foram desenhados em 2013, aprovados pelo FUMCAD e desde então estiveram lutando para sair do papel, estão ganhando forma e força.



Os projetos são: "Esporte para uma Cultura de Paz - Corpo e Expressão" e "Esporte na Rua para uma Cultura de Paz". Ambos sob o mesmo guarda-chuva, foram pensados com o objetivo de promover a educação para uma cultura de paz e por uma comunicação não violenta, por meio de atividades esportivas para crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos que vivem em área de vulnerabilidade social. O primeiro,apoiado pela Nike, terá duração de um ano e contará com cinco núcleos de atividades em regiões na extrema Zona Sul de São Paulo. O segundo, abraçado pela prefeitura de São Paulo, terá duração de dois anos e contará com dois núcleos de atividades na região do Centro da cidade.


A luta para fazer os projetos saírem do papel foi longa, mas liberados os recursos, foram feitas as contratações da equipe, as reuniões para que todos convergissem seus objetivos e conhecimentos, o mapeamento dos territórios, a escolha dos locais a serem desenvolvidos os núcleos de atividades e o primeiro treinamento dos educadores. Nessa semana já foram iniciadas as atividades na Zona Sul e na semana que vem, começam as do Centro.


O mês de março foi um período de estudo, escuta e integração. Tudo para que os próximos meses tenham suas atividades embasadas no que foi aprendido e com todo o amor e dedicação que essas crianças e adolescentes merecem.


Que venham os próximos passos, estamos começando com energias positivas e prontos para os desafios que estão por vir.





equipe

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